Vídeo no elevador expõe deboche de jovens após estupro coletivo em Copacabana
Um vídeo gravado dentro do elevador de um prédio em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, revelou o deboche de jovens suspeitos de participação no estupro coletivo de uma estudante de 17 anos. As imagens, obtidas pelo programa Fantástico, mostram o grupo deixando o apartamento logo após o crime enquanto ri e faz comentários irônicos. Em um dos trechos, um deles afirma que “a mãe de alguém teve que chorar”, frase que chocou investigadores e reforçou a gravidade do caso.
O crime aconteceu em 31 de janeiro. Segundo a investigação, a adolescente foi convidada para o apartamento por um colega de escola, um menor de 17 anos com quem já havia se relacionado. De acordo com o depoimento da vítima, ela foi levada a um quarto e, em seguida, outros quatro jovens entraram no local. Após recusar manter relações com os amigos do rapaz, a estudante afirma que foi imobilizada e que a porta foi trancada. O relato aponta que, por cerca de uma hora, os cinco se revezaram nas agressões sexuais e físicas. Exames do Instituto Médico-Legal confirmaram lesões compatíveis com a violência descrita.
Após o crime, câmeras de segurança registraram a vítima e o menor deixando o apartamento. Foi nesse momento que os outros envolvidos apareceram no elevador comemorando e fazendo piadas sobre o ocorrido. O delegado responsável pela investigação, Angelo Lages, classificou as imagens como chocantes e afirmou que elas evidenciam a brutalidade da conduta dos suspeitos.
A frieza e o deboche demonstrados pelos agressores após um crime tão brutal escancaram um problema profundo da sociedade: a naturalização da violência sexual e a cultura que trata o corpo das mulheres como objeto. Casos como esse não podem ser vistos como episódios isolados, mas como reflexo de um ambiente social que ainda tolera o machismo, o abuso e a impunidade.
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