Turista Argentina que fez gesto racista tem prisão decretada e diz estar com "medo"
- sgoncaloemfoco
- 9 de fev
- 2 min de leitura
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta sexta-feira (6), a turista e advogada argentina Agostina Paez, de 29 anos, após a Justiça do estado decretar sua prisão preventiva por injúria racial cometida contra funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul da capital fluminense.
O caso remonta ao dia 14 de janeiro, quando Agostina, que estava com duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes, teria se desentendido com um funcionário sobre o valor da conta. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), ela proferiu ofensas de cunho racista, chamando o trabalhador de “negro” de maneira pejorativa. Ainda no local, a turista teria imitado gestos e sons de macaco — conduta considerada racista no Brasil — e repetido as ofensas mesmo após deixar o estabelecimento, desta vez dirigindo-as também a outros funcionários.
A Justiça já havia imposto medidas cautelares contra a acusada, incluindo apreensão do passaporte, proibição de deixar o país e uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, diante da gravidade dos fatos e do risco de fuga, a 37ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu pela prisão preventiva. Agostina foi localizada em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste, e conduzida à 11ª DP (Rocinha).
O caso ganhou ainda mais repercussão após a acusada divulgar um vídeo nas redes sociais dizendo estar com medo, numa tentativa de se colocar como vítima da situação. A reação reforçou críticas recorrentes de que, quando são responsabilizadas por atos racistas, essas pessoas passam a se vitimizar, desviando o foco da violência cometida e ignorando o impacto real das ofensas sobre quem foi alvo do crime.
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