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Rio não descarta auxílio das forças Armadas na reocupação de áreas dominadas pelo crime

  • Foto do escritor: sgoncaloemfoco
    sgoncaloemfoco
  • 23 de dez. de 2025
  • 1 min de leitura

O governo do Estado do Rio de Janeiro encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um plano estratégico para a reocupação de áreas atualmente dominadas por facções criminosas e milícias. O documento foi elaborado em resposta às determinações da chamada ADPF das Favelas, que exige do poder público ações estruturadas e permanentes para garantir segurança e presença do Estado nesses territórios.


A proposta prevê uma atuação integrada, com presença contínua das forças de segurança, aliada à implementação de políticas públicas nas áreas de urbanismo, assistência social, saúde e educação. A ideia é substituir operações pontuais por uma estratégia de ocupação duradoura, que impeça o retorno do controle exercido por grupos armados ilegais.


No plano enviado ao STF, o governo estadual não descarta a possibilidade de solicitar apoio das Forças Armadas ou de forças federais em situações consideradas mais críticas, especialmente em regiões onde o poder de fogo das organizações criminosas representa alto risco às forças policiais. O auxílio seria avaliado de forma excepcional e dentro dos limites legais.


Apesar da proposta, o plano também expõe o fracasso histórico do próprio governo estadual na condução da política de segurança pública. A necessidade de recorrer a forças externas evidencia anos de ausência do Estado, descontinuidade de políticas públicas e tolerância com o avanço do crime organizado. Para críticos, a situação só chegou a esse ponto porque sucessivos governos deixaram de enfrentar o problema de forma séria e estrutural, permitindo que facções e milícias ocupassem territórios inteiros enquanto a população seguia refém da violência.




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