Por unanimidade, STF condena assassinos de Marielle e Anderson
- sgoncaloemfoco
- 25 de fev.
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (25) o julgamento dos acusados de terem planejado o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em março de 2018 no Rio de Janeiro. A Corte formou maioria pela condenação dos cinco réus apontados como mandantes e executores do atentado, em processo que se arrasta há quase oito anos.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação dos acusados por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e organização criminosa, entendimento acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, formando uma decisão unânime da turma. Entre os condenados estão o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão, o ex-deputado federal João Francisco “Chiquinho” Brazão, o delegado Rivaldo Barbosa, o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves e o ex-assessor Robson Calixto Fonseca.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustentou a tese de que o assassinato de Marielle e Anderson estava ligado à atuação dos réus em uma organização criminosa e serviu para eliminar uma voz política contrária a seus interesses. O julgamento mobilizou familiares das vítimas, ativistas por justiça e demonstrou o papel do STF em responsabilizar mandantes de crimes políticos que marcaram o país.
Essa condenação representa um marco no enfrentamento à violência política no Brasil e no reconhecimento do impacto do caso para a democracia e a sociedade brasileira. Ao longo dos anos, a morte de Marielle Franco se tornou símbolo da luta contra a impunidade e da defesa de direitos humanos, especialmente diante de vínculos investigados entre milícias, interesses econômicos e política institucional.
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