Pastor choca com resposta em vídeo sobre moradores de rua
- sgoncaloemfoco
- 18 de jan.
- 2 min de leitura
O advogado Benoni Mendes, conhecido nas redes sociais como Ben Mendes, provocou forte reação ao publicar vídeos em que critica ativistas que distribuem comida e barracas para pessoas em situação de rua. Pré-candidato ao Senado por Minas Gerais, Mendes afirmou que pessoas em situação de vulnerabilidade “têm o dever de passar fome” e defendeu que alimentos não devem ser oferecidos a quem não trabalha.
Nas gravações, que circularam amplamente nas redes sociais, o advogado associa a fome a uma forma de punição. Em um dos trechos, ele declara: “Quem não trabalha é bom que não coma. O morador de rua tem o dever de passar fome pra aprender que quando começar a trabalhar vai deixar de morar na rua”. As falas foram feitas em tom crítico a iniciativas solidárias voltadas à população em situação de rua.
Ben Mendes se apresenta em seu perfil no Instagram como “cristão presbiteriano”, o que intensificou a repercussão negativa das declarações. Internautas e ativistas apontaram contradição entre o discurso adotado e princípios básicos de solidariedade e assistência ao próximo, frequentemente associados à fé cristã.
As declarações foram classificadas por usuários das redes sociais como desumanas, extremistas e preconceituosas, além de reforçarem estigmas sobre pobreza e exclusão social. O episódio reacendeu o debate público sobre políticas de assistência social, o papel do Estado no enfrentamento da fome e da desigualdade, e o uso da religião como justificativa para discursos que negam direitos básicos a populações vulneráveis.
Até o momento, Ben Mendes não recuou das declarações, que seguem gerando críticas e pedidos de responsabilização por parte de movimentos sociais e defensores de direitos humanos.
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