Empresa de ônibus Icaraí transforma coletivos em micro-ondas nas ruas de São Gonçalo
- sgoncaloemfoco
- 28 de jan.
- 2 min de leitura
Passageiros de São Gonçalo denunciam as condições precárias de ônibus da empresa Icaraí, que estariam circulando sem ar-condicionado em meio às altas temperaturas, transformando os coletivos em verdadeiros “micro-ondas” sobre rodas. Usuários relatam calor extremo, desconforto e falta de manutenção, principalmente em linhas que atendem bairros mais afastados do centro da cidade.
Segundo os relatos, além da ausência de climatização, muitos veículos apresentam problemas estruturais e barulho excessivo, agravando ainda mais a experiência de quem depende diariamente do transporte público. Passageiros afirmam que, mesmo pagando a tarifa integral, enfrentam viagens longas sob calor intenso, situação considerada desumana, especialmente para idosos, crianças e pessoas com problemas de saúde.
A situação contraria a Lei Municipal nº 717/2017, que determinou que todos os ônibus do transporte coletivo municipal de São Gonçalo deveriam estar climatizados até o fim de 2021. A legislação prevê fiscalização e aplicação de sanções às concessionárias que descumprirem a norma, o que, segundo usuários, não vem sendo efetivamente cumprido.
Além da lei municipal, a Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal nº 12.587/2012) estabelece que o transporte público deve garantir condições adequadas de conforto, segurança e dignidade aos passageiros. Diante das denúncias recorrentes, moradores cobram fiscalização mais rigorosa e providências imediatas do poder público para que as empresas cumpram a legislação e deixem de tratar o transporte coletivo como um serviço de segunda categoria.
Diante desse cenário, usuários criticam duramente a empresa Icaraí e apontam a contradição no discurso do setor. As mesmas empresas que recorrem à Justiça para pedir aumento da tarifa são acusadas de oferecer um serviço precário, descumprindo a lei e expondo a população a condições indignas de transporte. Para os passageiros, trata-se de um absurdo que reforça a sensação de que o lucro vem sendo priorizado, enquanto o direito básico à mobilidade e à dignidade segue sendo ignorado.
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