Assassinos continuam presos
- sgoncaloemfoco
- 21 de jul. de 2025
- 1 min de leitura
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (18) manter as prisões preventivas do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), Domingos Brazão, e do delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ambos são réus no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018, no Rio.
A decisão atende a um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que argumentou que os acusados representam risco à ordem pública e à aplicação da lei penal. Moraes também destacou, em sua decisão, o “poderio econômico” e a influência dos réus sobre redes criminosas, incluindo milícias, como fatores que justificam a continuidade das prisões preventivas.
Presos desde março de 2024, Brazão e Barbosa são acusados de terem participado da articulação do crime que chocou o país e repercutiu internacionalmente. Segundo a investigação da Polícia Federal, com base em delações premiadas e outras provas, ambos integrariam um grupo político e econômico com interesse direto em silenciar a atuação de Marielle, reconhecida por sua atuação em defesa dos direitos humanos e contra abusos policiais.
A decisão de Moraes reforça o entendimento de que há risco concreto de obstrução da justiça caso os acusados sejam soltos. O processo é considerado um dos mais emblemáticos da história recente do Brasil, envolvendo figuras influentes da política fluminense e revelando conexões profundas entre o crime organizado e setores do poder público.
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