Sindicância investiga venda de mounjaro dentro de hospital público de São Gonçalo
- sgoncaloemfoco
- 18 de jan.
- 1 min de leitura
A Secretaria Municipal de Saúde e a direção do Hospital Municipal Doutor Luiz Palmier, no Centro de São Gonçalo, abriram uma sindicância para apurar denúncias de venda ilegal do medicamento Mounjaro dentro da unidade hospitalar. A acusada é uma integrante da equipe de enfermagem que, segundo relatos, teria se aproveitado da posição para oferecer o fármaco a pacientes, incluindo aqueles que haviam sido recentemente anestesiados ou sedados, aproveitando-se do estado de vulnerabilidade delas.
De acordo com as denúncias, a profissional abordava pacientes ainda sob efeito de sedação, puxando conversas sobre perda de peso e emagrecimento, e em seguida oferecia o Mounjaro sem qualquer avaliação clínica ou prescrição médica, caracterizando prática irregular de comercialização de medicamentos.
A Secretaria confirmou que o caso já está sendo investigado pelo Comitê de Ética do hospital, que acompanha a apuração interna, além de averiguações que podem incluir responsabilidades administrativas e criminais.
O Mounjaro (tirzepatida) é um medicamento injetável já aprovado pela Anvisa para tratar diabetes tipo 2 e, mais recentemente, obesidade e sobrepeso quando associado a dieta e outras condições clínicas. A substância tem sido amplamente discutida no Brasil por sua eficácia e também pelo alto custo no mercado.
Segundo normas sanitárias, a venda de “canetas emagrecedoras” como o Mounjaro só pode ocorrer com prescrição médica e retenção da receita em farmácias ou drogarias autorizadas; a comercialização fora desses canais e sem avaliação profissional constitui infração à regulamentação da Anvisa e pode sujeitar responsáveis a sanções.
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