Professores da uerj decidem entrar em greve e cobram reposição salarial
- sgoncaloemfoco
- 30 de mar.
- 1 min de leitura
Os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) aprovaram, em assembleia, a deflagração de uma greve da categoria, marcando a primeira paralisação em cerca de dez anos. A decisão reflete o aumento da insatisfação entre os docentes diante de uma série de demandas que, segundo a categoria, vêm sendo ignoradas ao longo dos últimos anos.
Entre as principais reivindicações estão a recomposição salarial, considerada defasada frente à inflação, e a melhoria das condições de trabalho dentro da universidade. Os professores também apontam dificuldades estruturais e a necessidade de maior investimento público para garantir a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão.
O cenário reacende o debate sobre o financiamento do ensino superior público no estado e a valorização dos profissionais da educação. A greve na Uerj evidencia um problema mais amplo, que envolve a falta de políticas consistentes para o setor e o enfraquecimento das universidades públicas ao longo dos últimos anos.
A paralisação também expõe a responsabilidade do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que, ao longo dos anos, tem sido alvo de críticas pela condução das políticas voltadas à educação superior. Para os docentes, a ausência de diálogo efetivo e a demora na apresentação de soluções concretas reforçam um cenário de descaso, que contribui para a precarização da universidade pública e o desestímulo aos profissionais da área.
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