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Prefeitura de Niterói retira cobertores de moradores de rua

  • Foto do escritor: sgoncaloemfoco
    sgoncaloemfoco
  • 16 de jul. de 2025
  • 1 min de leitura

A ação realizada pela Prefeitura de Niterói no último mês para remover um acampamento de pessoas em situação de rua na Avenida Roberto Silveira, em Icaraí, reacendeu o debate sobre como o poder público tem lidado com a presença crescente da população vulnerável nos centros urbanos. Durante a operação, colchões, roupas, cobertores e outros pertences pessoais foram recolhidos pelas equipes da Companhia de Limpeza Urbana (Clin), com apoio da Guarda Municipal e da Polícia Militar.


Organizações de direitos humanos e especialistas em políticas públicas questionam a efetividade e a ética desse tipo de abordagem. Para entidades da sociedade civil, a retirada de itens básicos de sobrevivência, como cobertores, configura uma forma de violência institucional, sobretudo quando não há garantia de que a alternativa oferecida — o acolhimento — seja de fato adequada, segura ou suficiente para atender às necessidades de quem vive nas ruas.


Essas ações vêm sendo criticadas por seguirem uma lógica higienista, que trata a presença de pessoas em situação de rua como um "problema estético" a ser removido dos espaços nobres da cidade, e não como uma questão complexa de vulnerabilidade social que exige políticas públicas articuladas e de longo prazo. A região de Icaraí, onde ocorreu a operação, é uma das mais valorizadas de Niterói, o que reforça as acusações de que o objetivo seria "limpar" a área para agradar interesses econômicos e a classe média local.


📰Reportagem completa no site, link na bio 🔗


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