Plano de Cláudio Castro deve fazer Rio eleger governador-tampão no início de 2026
- sgoncaloemfoco
- 23 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), avalia deixar o cargo após o Carnaval, na segunda quinzena de fevereiro, para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. A estratégia, segundo aliados, vem sendo amadurecida há semanas e parte do entendimento de que não há necessidade de permanecer no Palácio da Guanabara até o prazo legal de desincompatibilização, em abril do próximo ano. Castro pretende aproveitar a visibilidade do Carnaval e, em seguida, se dedicar integralmente à pré-campanha pelo estado.
A antecipação da saída, no entanto, depende de um cenário político e jurídico instável no Rio. A linha sucessória do governo estadual está fragilizada após a renúncia do vice-governador Thiago Pampolha, que assumiu uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, e do afastamento do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, preso pela Polícia Federal e atualmente em liberdade com tornozeleira eletrônica. Diante disso, Castro articula nos bastidores para que seu aliado e secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, seja alçado ao comando do Executivo por meio de uma eleição indireta na Assembleia Legislativa.
A Constituição estadual prevê que, em caso de vacância do cargo na segunda metade do mandato, o presidente do Tribunal de Justiça convoque eleições indiretas em até 30 dias. Aliados do governador defendem que o atual presidente interino da Alerj não poderia assumir, o que abriria caminho para que a própria Assembleia escolha um novo governador, sem a exigência de que seja deputado. Nesse contexto, Castro tem apresentado Miccione como um nome técnico, sem ambições eleitorais, capaz de reunir apoio amplo e manter influência política no governo até o fim do mandato.
Paralelamente, pesa sobre o governador o processo no Tribunal Superior Eleitoral que investiga abuso de poder político e econômico no escândalo do Ceperj, revelado em 2022, envolvendo uma folha de pagamento paralela com milhares de nomeações. Apesar de o julgamento estar paralisado por pedido de vista, aliados avaliam que a renúncia poderia reduzir o risco de cassação, mas não afastaria uma eventual inelegibilidade. Por isso, o plano principal de Castro segue sendo atuar em Brasília para prolongar a tramitação do processo e deixar o cargo o quanto antes, buscando sair na frente na disputa por uma vaga no Senado.
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