Líder do governo na Câmara de SG diz :" População dessa cidade foi ensinada a não pagar impostos"
- sgoncaloemfoco
- 13 de jan.
- 2 min de leitura
A Câmara Municipal de São Gonçalo aprovou, em regime de urgência, o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A medida foi votada e aprovada em uma sessão marcada por debates acalorados entre vereadores da base governista e da oposição, além de críticas que rapidamente ultrapassaram os limites do plenário.
Durante a discussão do projeto, o líder do governo na Casa, vereador Alexandre Gomes, defendeu o reajuste alegando a necessidade de reforçar a arrecadação municipal. Segundo ele, o município possui um alto volume de dívida ativa, o que comprometeria as finanças públicas e a capacidade de investimento da Prefeitura.
Nas redes sociais, a declaração provocou forte reação. Moradores relataram ter se sentido ofendidos com a fala do vereador, e muitos comentários afirmam que a população não pode ser chamada de “caloteira”. As publicações destacam que a maioria dos contribuintes enfrenta dificuldades financeiras e que a inadimplência não pode ser tratada como falta de caráter ou má-fé coletiva.
Além das críticas ao discurso, moradores também passaram a relatar aumentos considerados abusivos no valor do imposto. Há casos em que o IPTU, que antes girava em torno de R$ 500, passou a ultrapassar R$ 2 mil. Os relatos se multiplicaram em comentários e publicações, reforçando a percepção de que o impacto da medida será pesado para o orçamento das famílias.
Internautas e lideranças comunitárias apontam que a inadimplência não pode ser atribuída apenas ao comportamento da população, mas à crise econômica, ao desemprego e à insatisfação com a qualidade dos serviços públicos oferecidos pelo município. Também houve críticas ao uso do regime de urgência, que, segundo opositores, limitou um debate mais amplo com a sociedade.
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