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Governo do RJ fecha Arquivo Público e ameaça preservação de acervo histórico

  • Foto do escritor: sgoncaloemfoco
    sgoncaloemfoco
  • 8 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura


Na última segunda-feira (6), o governo do Rio de Janeiro anunciou o fechamento do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (Aperj), localizado na Praia de Botafogo, Zona Sul da cidade. A instituição, que possui mais de 90 anos de história, abriga documentos históricos de grande relevância, como os registros da Delegacia de Ordem Política e Social (Dops) desde os anos 1930. Sem previsão de reabertura, o fechamento foi justificado por problemas estruturais que colocam o prédio em risco de desabamento e incêndio.


Victor Travancas, diretor do Aperj, afirmou que o edifício encontra-se em condições críticas, com sistema elétrico obsoleto e sem alvará de funcionamento emitido pelo Corpo de Bombeiros. O acervo do Arquivo inclui cerca de 4 mil metros lineares de documentos históricos, como o arquivo da Presidência da Província do Rio de Janeiro, tombado pelo INEPAC, e registros das Polícias Políticas do estado, reconhecidos pelo Programa Memória do Mundo da Unesco. Parte desses materiais, incluindo prontuários de presos políticos, não está digitalizada, o que aumenta o risco de perda irreparável.


A documentação é considerada essencial para a história do estado e do país, tendo sido utilizada, por exemplo, nas investigações da Comissão da Verdade do Rio. Em 2014, o acervo permitiu a identificação de desaparecidos políticos, como os estudantes Joel Vasconcelos dos Santos e Paulo Torres Gonçalves. Segundo Travancas, medidas para viabilizar obras de reforma estão sendo avaliadas, e as irregularidades serão encaminhadas ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.


Especialistas criticam o fechamento e alertam para o impacto na preservação da memória histórica. Paulo Knauss, ex-diretor do Aperj, destacou que a suspensão das atividades “ataca o direito à informação” e reflete o descaso do governo com o patrimônio documental. Ele também lamentou a interrupção do acesso a documentos essenciais, como os relacionados ao caso Rubens Paiva. “Ditadura nunca mais!”, concluiu Knauss, ressaltando a importância de proteger o acervo para garantir o acesso à memória coletiva.


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