Estudante Trans relata ataques após aprovação em medicina na Uerj
- sgoncaloemfoco
- há 5 dias
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Uma estudante trans e negra aprovada no curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) vem relatando uma série de ataques nas redes sociais desde que anunciou sua conquista acadêmica. A jovem, identificada como Eduarda Odara, celebrou a aprovação pelo sistema de cotas raciais — que existe há mais de duas décadas na instituição — e compartilhou sua trajetória nas plataformas digitais, destacando a importância da inclusão.
A repercussão, no entanto, foi marcada por comentários de cunho transfóbico e racista, incluindo críticas ao uso de políticas afirmativas para ingresso no ensino superior. Parte da reação negativa ganhou ainda mais visibilidade após um vídeo divulgado por um político criticando o sistema de cotas e citando nominalmente a estudante, gerando ainda mais debates online.
Em suas publicações, Eduarda pediu apoio do público para denunciar conteúdos que considera incitação ao ódio e ao preconceito. Enquanto isso, entidades estudantis e setores da própria universidade publicaram notas de apoio, ressaltando que a aprovação ocorreu dentro dos critérios legais e que ataques discriminatórios são inaceitáveis.
Os ataques dirigidos à estudante após sua aprovação escancaram o quanto o preconceito ainda tenta barrar conquistas que deveriam ser celebradas. A violência verbal e o ódio disseminados nas redes não têm relação com mérito ou debate acadêmico, mas com a resistência de setores da sociedade em aceitar políticas de inclusão e a presença de pessoas trans e negras em espaços historicamente elitizados. Criminalizar uma vitória individual é, na prática, atacar o direito à educação e à dignidade, além de reforçar um ambiente hostil que afasta talentos e aprofunda desigualdades que o próprio sistema de cotas busca corrigir.
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